Obras e Autores

Os abalos sofridos pelo povo brasileiro em torno dos acontecimentos de 1930, a crise econômica provocada pela quebra da bolsa de valores de Nova Iorque, a crise cafeeira, a Revolução de 1930, o acelerado declínio do nordeste condicionaram um novo estilo ficcional, notadamente mais adulto, mais amadurecido, mais moderno que se marcaria pela rudeza, por uma linguagem mais brasileira, por um enfoque direto dos fatos, por uma retomada do naturalismo, principalmente no plano da narrativa documental, temos também o romance no
Os romancistas de 30 caracterizavam-se por adotarem visão crítica das relações sociais, regionalismo ressaltando o homem hostilizado pelo ambiente, pela terra, cidade, o homem devorado pelos problemas que o meio lhe impõe.
rdestino, liberdade temática e rigor estilístico.
Bibliografia:
- Caetés - romance

- São Bernardo - romance

- Angústia - romance

- Vidas secas - romance

- Infância - memórias

- Dois dedos - contos

- Insônia - contos

- Memórias do cárcere - memórias

- Viagem - impressões sobre a Tcheco-Eslováquia e a URSS.

- Linhas tortas - crônicas

- Viventes das Alagoas - crônicas

- Alexandre e outros irmãos (Histórias de Alexandre, A terra dos meninos pelados e Pequena história da República).

- Cartas - correspondência pessoal.


Pássaro contra a vidraça 

Igor era total dependente das drogas. Desesperado pegou o telefone e discou um numero qualquer e uma mulher chamada Juliana atendeu. Igor pediu ajuda e começou a contar toda a sua história desde o princípio. Ele começou a contar que no início só tomava charope e isso uma vez por semana. Depois a coisa começou a ficar mais séria. Experimentpou maconha, craque e cocaina. Juliana ouviu tudo calmamente e vendo a situação indicou-lhe uma clinica de tratamento muito boa. Igor aceitou o conselho. Foi procurar ajuda médica e superou a drogasIgor é um menino de família rica que tem tudo, ou melhor, quase tudo. Na família de Igor falta muito diálogo e união o que faz com que ele sinta-se solitário.
Sua escola é de classe rica e há muitos iguais a ele, que passam pelos mesmos problemas e alguns desses amigos, amigos de Igor, o levam ao mundo das drogas e, desse mundo, Igor já não consegue mais sair e busca ajuda.
O autor superou minhas expectativas. No texto há uma boa descrição e a linguagem está muito bem adequada, bem como os personagens.

BIBLIOGRAFIA:
Giselda Laporta Nicolelis (São Paulo, 27 de outubro de 1938) é uma escritora brasileira de literatura infanto-juvenil.
Giselda Laporta Nicolelis nasceu em São Paulo, SP, no dia 27 de outubro de 1938. Formou-se em Jornalismo pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero. Publicou sua primeira história em 1972 e o primeiro livro em 1974. Foi então que descobriu seu verdadeiro caminho: a literatura infantil e juvenil, crianças e adolescentes

O Grito do hip hop

Vale lembrar que tudo o que é abrangido, nos três textos, pela cultura HIP HOP não é totalmente real, mas sim pontos de vista diferentes utilizados pelos autores com propósitos discursivos que lhes interessam de acordo com o público alvo. Cabe aos leitores, serem críticos e não aceitarem toda a informação que pode ser contraditória na vida real.
Além da linguagem informal, percebe-se o uso de vários elementos do inglês em todos os textos, já que a cultura HIP HOP é predominantemente norte-americana (break, tag, points, playboy, scrats.O segundo elemento a ser observado é a violência que adquire tratamentos diferentes por cada autor. No livro “O grito do HIP HOP”, a violência é suavizada por também se tratar de um texto dirigido a um público infanto-juvenil sendo utilizado por professores em sala de aula. Assim, no capítulo 4, a expressão “foi pro saco” demarca a fala da personagem sobre a morte do “Nego Leco”, demonstrando que existe uma densidade da dor da personagem expressa pelo narrador, mas, ao mesmo tempo, nota-se a banalização da morte (assassinato) que, segundo as personagens poderia até mesmo virar uma letra de Rap. A dor pode ser muita, mas o narrador a suaviza, já que, para os jovens da periferia, a vida é passageira.
Já nas letras de Rap, que não são bonitas e tão pouco melódicas, a violência é vista como a maior causadora de problemas na periferia servindo de crítica e de alerta para que as crianças e principalmente os adolescentes que irão escutar o Rap, se conscientizem que o crime não compensa, que só traz dor e sofrimento para quem se envolve nele: “Tem um corpo no escadão, a tiazinha desce o morro...polícia a morte, polícia socorro”. Do mesmo modo, o filme “Cidade de Deus” demonstra essa violência de forma objetiva e com imagens fortes.Tem muito sangue, violência policial, entre gangues e entre crianças (Dadinho e seus amigos) que vêem com total naturalidade a morte e carregam uma arma como se fosse brinquedo. Uma violência excessiva que leva o expectador à rejeição, e esta, sobre este tipo de imagem, demonstra o caráter didático do filme, pois diz, de forma meio controlada pela mídia, o que acontece com quem organiza o crime. A morte é certa.     


O cortiço
Fechou-se um entra-e-sai de marimbondos defronte daquelas cem casinhas ameaçadas pelo fogo. Homens e mulheres corriam de cá para lá com os tarecos ao ombro, numa balbúrdia de doidos. O pátio e a rua enchiam-se agora de camas velhas e colchões espocados. Ninguém se conhecia naquela zumba de gritos sem nexo, e choro de crianças esmagadas, e pragas arrancadas pela dor e pelo desespero. Da casa do Barão saíam clamores apopléticos; ouviam-se os guinchos de Zulmira que se espolinhava com um ataque. E começou a aparecer água. Quem a trouxe? Ninguém sabia dizê-lo; mas viam-se baldes e baldes que se despejavam sobre as chamas.
A Bruxa surgiu à janela da sua casa, como à boca de uma fornalha acesa. Estava horrível; nunca fora tão bruxa. O seu moreno trigueiro, de cabocla velha, reluzia que nem metal em brasa; a sua crina preta, desgrenhada, escorrida e abundante como as das éguas selvagens, dava-lhe um caráter fantástico de fúria saída do inferno. E ela ria-se, ébria de satisfação, sem sentir as queimaduras e as feridas, vitoriosa no meio daquela orgia de fogo, com que ultimamente vivia a sonhar em segredo a sua alma extravagante de maluca.

Bibliografia:


Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo nasceu a 14 de abril de 1857, em São Luís do Maranhão. Inicia os estudos em sua terra natal, indo depois estudar pintura e desenho, no Rio de Janeiro. Trabalha como caricaturista em jornais políticos e humorísticos. A morte do pai o faz retornar ao Maranhão, onde escreve alguns artigos de caráter político, influenciado pelo materialismo positivista, atacando os conservadores, a tradicional sociedade maranhense e o clero